Saber Fazer

Diário do Curso do Linho em Famalicão

O Linho cultivado e as variedades tradicionais

Todos os Linhos cultivados pertencem à espécie Linum usitatissimum L., da qual fazem parte centenas de variedades diferentes.
Algumas destas variedades são comerciais e são estas que são utilizadas correntemente para a produção comercial de Linho para diversos fins, por serem mais produtivas.
Existem também variedades tradicionais que, apesar de não serem cultivadas comercialmente, além de estarem adaptadas às condições locais, encerram em si uma grande riqueza genética e, como tal, é importante que sejam preservadas.
Em Portugal, as duas variedades tradicionais que eram mais cultivadas eram o Linho Galego e o Linho Mourisco.
O Linho Galego é conhecido por ser um linho de Primavera, mais indicado para fibra, que se semeava em Março-Abril e que se colhia em Junho. Produzia uma fibra mais fina e delicada.
O Mourisco era um linho de Inverno, que se semeava no Outono, e era de planta mais ramificada, sendo mais indicado para semente e produzindo uma fibra mais grosseira.
Existem referenciados linhos tradicionais com nomes comuns como “verdeal”, “coimbrão” ou “serrano”, entre outros. Actualmente, não podemos confirmar com certeza se eram de facto variedades diferentes (com características diferentes), ou se seriam a mesma variedade com nomes comuns diferentes, atribuídos localmente.
Nas hortas do Parque da Devesa cultivaremos e processaremos Linho Galego, multiplicado a partir de uma pequena porção de semente cedida pelo Banco Português de Germoplasma Vegetal em 2015. Esta semente, especificamente, foi recolhida pelo Eng.António Silva em Ponte de Lima, entre 1987 e 89, tendo sido multiplicada pela última vez no BPGV em 2007.