Posts in workshops
Ensinar sobre as Lãs Portuguesas em Vimioso
lãs-portuguesas-vimioso-16.jpg
lãs-portuguesas-vimioso-15.jpg
lãs-portuguesas-vimioso-9.jpg
lãs-portuguesas-vimioso-10.jpg
lãs-portuguesas-vimioso-12.jpg
lãs-portuguesas-vimioso-14.jpg
lãs-portuguesas-vimioso-11.jpg
lãs-portuguesas-vimioso-1.jpg
lãs-portuguesas-vimioso-3.jpg
lãs-portuguesas-vimioso-4.jpg
lãs-portuguesas-vimioso-5.jpg
lãs-portuguesas-vimioso-.jpg

O fim-de-semana anterior foi passado em Vimioso, no PINTA (Vales de Vimioso), a orientar uma oficina 2-em-1 dedicada às Lãs Portuguesas e ao Trabalho da Lã.
Esta oficina esgotou rapidamente depois de anunciada, o que me deixou bastante contente porque é sinal de que o tema está a gerar mais interesse e de que as pessoas estão dispostas a deslocar-se para ter acesso a formações de qualidade, com o intuito de porem em prática aquilo que vão aprender.
O grupo era excelente, com objectivos muito diversos, mas muito focado e interessado. Foi um prazer passar estes dias não só rodeada de Lã, mas também de pessoas com quem posso partilhar e quem sabe até contagiar com um pouco desta minha obsessão.

Um grande obrigada à Isabel Sá, companheira destas andanças da Lã, pelo convite e pela perfeita organização de todo o fim-de-semana.

/

The last weekend was spent in Vales de Vimioso teaching a 2-in-1 workshop about portuguese wool and also wool processing.
This workshop filled up very quickly, which made me very happy because this means that the theme is ganing interest and that people are willing to travel further to participate in events that are very technical and to acquire knowledge that they’ll be able to use in the future.
The group was excellent, everyone with different purposes, but with the same focus and eager to learn. It was an absolute pleasure to spend this days not only surrounded by wool, but also by people with whom I could share my love and obssession for this wonderful fibre.

A huge thank you to
Isabel Sá for inviting me and for the flawless organization of the whole weekend.

Walk on Wool - A oficina mais épica do ano
walk-on-wool-1.jpg
walk-on-wool-5.jpg
walk-on-wool-3.jpg
walk-on-wool-2.jpg
walk-on-wool-8.jpg
walk-on-wool-7.jpg
walk-on-wool-12.jpg
walk-on-wool-15.jpg
walk-on-wool-16.jpg
walk-on-wool-23.jpg
walk-on-wool-26.jpg
walk-on-wool-25.jpg
walk-on-wool-24.jpg
walk-on-wool-28.jpg
walk-on-wool-31.jpg
walk-on-wool-35.jpg
walk-on-wool-34.jpg
walk-on-wool-38.jpg
walk-on-wool-41.jpg
walk-on-wool-42.jpg
walk-on-wool-37.jpg
walk-on-wool-44.jpg
walk-on-wool-39.jpg
walk-on-wool-43.jpg
walk-on-wool-45.jpg
walk-on-wool-55.jpg
walk-on-wool-50.jpg
walk-on-wool-54.jpg
walk-on-wool-53.jpg
walk-on-wool-52.jpg
walk-on-wool-57.jpg

O dia anterior ao início desta Masterclass orientada pela Ana Rita de Albuquerque anunciei-o no instagram como sendo a preparação para a oficina mais épica do ano cá no Saber Fazer, e não me enganei. Estavam previstos três dias de formação, que acabaram por se estender para quase 5, e estes revelaram-se fisicamente exigentes e extremamente técnicos. Felizmente, isso é exactamente o que gostamos de oferecer por cá!
Esta é uma oficina bastante exigente a nível físico, mas também uma experiência absolutamente excepcional. Para quem veio fazer feltragem pela primeira vez, foi um primeiro contacto um pouco hardcore, mas também profundo. Para quem já tinha experiência, esta oficina serviu não só para perceber até que ponto pode ir o envolvimento físico, mas também para começar a perceber a complexidade inerente à Feltragem, que tantas vezes vejo abordada de forma simplista.
O início foi bastante suave, com planeamento, medições e pesagens de material, mas logo se passou à acção, com muita água, sabão e músculo, durante longas horas. A intensidade foi aumentando até termos de ir buscar a maquinaria pesada, como lixadeiras e martelos. Feltrar tantas camadas de lã não é brincadeira nenhuma, mas as 5 corajosas que vieram participar na nossa oficina, estiveram à altura!

E como é que surgiu a ideia para este Masterclasss?
Quem já esteve com a Ana Rita já a terá muito provavelmente visto a usar um certo par de botas em lã feltrada, esculpidas numa única peça sem costuras, que se tornam sempre alvo de perguntas e cobiça. Sobre estas botas, feitas por ela própria, a Ana Rita costuma contar que a técnica base é a das botas Valenki, calçado tradicional dos povos nómadas das grandes estepes e do povo russo até ao século XX, que se conta terem mantido os pés dos soldados russos secos e quentes durante a invasão nazi, permitindo a vitória de Estaline sobre Hitler.

Para criar estas botas, a Ana Rita adaptou a técnica das botas Valenki e inseriu alguns elementos técnicos do fabrico de calçado tradicional português, solas de borracha contemporâneas, contraforte e sola interior de cabedal. Para além de serem tão impermeáveis quanto um material natural e orgânico o permite e muito mais impermeáveis do que cabedal, são extraordinariamente confortáveis pelo material, pela ausência de costura e por serem feitas a partir das medidas exatas do pé que as calça.
Foi por tudo isto, por se tratar de uma técnica tão específica e bem desenvolvida pela Ana Rita, que a decidimos convidar para conceber e orientar esta Masterclass dedicada ao calçado em feltro, durante a qual ela ensinou técnicas de feltragem e modelação para criar um par de botas absolutamente ímpar. E quem ficou com um par de botas destas deve estar preparado para as calçar durante muito tempo, porque em termos de durabilidade também são imbatíveis!

A próxima edição já está a ser planeada e se quiserem saber quando irá ocorrer, não se esqueçam de subscrever a nossa newsletter!
Podem ver mais algumas imagens desta oficina aqui.

//

The day before we started this Masterclass, I announced it on instagram as the preparation for the most epic workshop of the year, and I was not wrong! The plan were three days, that ended up going up to almost five extremely demanding, both physical and technically. Luckily for us, that’s exactly the kind of workshop we love offering!
As I said before, this is a very demanding class, but also very rewarding. For those that had never felted before, it is a bit of a crash course on felting, but also a deep experience they’ll never forget. For those with experience, it was useful to understand how intense the physical part can get and also to start diving in on the inherent complexity of Felting, that so many times is done in a simplistic way (not “simple”, please note).
The beginning was quite soft, planning, measuring and weighing wool, but it quickly became intense, with a lot of water, soap and
muscle. All of this for long, long hours. The intensity increased until the heavy machinery came out, like those sanders and hammers. Felting all those wool layers is no play, but all five participants handled it.

How did the idea for this Masterclass come about?
If you met
Ana Rita de Albuquerque, you have probably seen her wearing a certain pair of boots made of felted wool, sculpted in one piece, with no seams. When asked about these boots, she always explains that the base technique is the one from the Valenki boots. The story that is told is that these boots kept the feet of the russian army warm and dry during the nazi invasion, allowing for the victory of Staline over Hitler.

To create her boots, Ana Rita adapted the traditional technique of the Valenki boots and mixed it with a few technical elements of the traditional portuguese shoemaking and contemporary rubber soles. These boots are waterproof, extremely warm and also comfortable, because they are sculpted in one piece according to the size and shape of the feet that will wear them.
For being such a specific technique, we decided to organize ths special masterclass, during which Ana Rita taught several felting and sculpting techniques to create a unique pair of boots!

The next edition already being planned, so if you want to know when it will be happening, please subscribe to our
newsletter!
A few more photos of this workshop
are available here.


Intersecções
oficina-feltragem-24fev2018-anarita-14.jpg
oficina-feltragem-24fev2018-anarita-9.jpg
oficina-feltragem-24fev2018-anarita-2.jpg
oficina-feltragem-24fev2018-anarita-10.jpg
oficina-feltragem-24fev2018-anarita-13.jpg
oficina-feltragem-24fev2018-anarita-1.jpg
oficina-feltragem-24fev2018-anarita-3.jpg
oficina-feltragem-24fev2018-anarita-4.jpg
oficina-feltragem-24fev2018-anarita-11.jpg
oficina-feltragem-24fev2018-anarita-16.jpg
oficina-feltragem-24fev2018-anarita-15.jpg
oficina-feltragem-24fev2018-anarita-7.jpg
oficina-feltragem-24fev2018-anarita-5.jpg
oficina-feltragem-24fev2018-anarita-6.jpg
oficina-feltragem-24fev2018-anarita-12.jpg

Aqui ficam algumas imagens da oficina de Feltragem com Lãs Portuguesas que a Ana Rita de Albuquerque veio cá dar no passado sábado. Tivemos casa cheia para uma oficina que foi uma estreia na casa do Saber Fazer, mas que será a primeira de muitas.
Tenho a tendência a pedir a quem vem cá ensinar para se focar na parte técnica e também tento explorar a intersecção do trabalho deles com o meu aqui no Saber Fazer. É isto que torna as oficinas por cá realmente únicas.
Neste caso a Ana Rita focou-se não só em ensinar os básicos da Feltragem, mas também algumas técnicas de modelação mais interessantes. Tudoisto  usando lãs portuguesas, algumas que ela trouxe já lavadas e cardadas e outras em bruto que tivemos a oportunidade de ir pescar ao meu arquivo de lãs.

Há mais imagens aqui, para quem quiser ver. 

/

Here are some images from last saturday's felting workshop with Ana Rita de Albuquerque. We had a full house for this workshop. It was the first felting workshop at Saber Fazer's atelier, but hopefully it was the first of many.
I tend to ask to those that come here to teach to focus on the technical aspect of the craft and also to explore the intersection of their work with mine with Saber Fazer. In this case, Ana Rita focused on teaching not only the basics of felting, but also a few sculpting techniques, always using portuguese wools.

There are more images published here, if you're interested in taking a closer look at this workshop.

 

Aprender a tecer com o Rei
oficina-tecelagem-fernando-rei-25.jpg
oficina-tecelagem-fernando-rei-11.jpg
oficina-tecelagem-fernando-rei-12.jpg
oficina-tecelagem-fernando-rei-13.jpg
oficina-tecelagem-fernando-rei-4.jpg
oficina-tecelagem-fernando-rei-5.jpg
oficina-tecelagem-fernando-rei-6.jpg
oficina-tecelagem-fernando-rei-14.jpg
oficina-tecelagem-fernando-rei-16.jpg
oficina-tecelagem-fernando-rei-15.jpg
oficina-tecelagem-fernando-rei-9.jpg
oficina-tecelagem-fernando-rei-10.jpg
oficina-tecelagem-fernando-rei-2.jpg
oficina-tecelagem-fernando-rei-18.jpg
oficina-tecelagem-fernando-rei-24.jpg
oficina-tecelagem-fernando-rei-23.jpg
oficina-tecelagem-fernando-rei-3.jpg
oficina-tecelagem-fernando-rei-1.jpg
oficina-tecelagem-fernando-rei-20.jpg
oficina-tecelagem-fernando-rei-21.jpg
oficina-tecelagem-fernando-rei-17.jpg

Fantástica e intensa! Foi assim a Oficina de Iniciação à Tecelagem com o Fernando Rei que tivemos no passado fim-de-semana de 13 e 14 de Janeiro. 
Ficam aqui algumas imagens para quem quer dar uma espreitadela ao que fizemos.
Nesta oficina estreamos o Manual de Iniciação à Tecelagem, resultante de um levantamento técnico que fiz com a Guida Fonseca já em 2016. Estes manuais que vos vou mostrando podem parecer apenas um pormenor, mas são na realidade fruto de muito trabalho e uma das coisas que tornam os momentos de aprendizagem do Saber Fazer realmente diferentes. 

A próxima edição da iniciação à Tecelagem com o Fernando vai ser no fim-de-semana de 17 e 18 de Março e as inscrições já estão abertas!

/

Fantastic and intense! That's how it was doing the introduction to weaving workshop with Fernando Rei on the 13th and 14th of January.
Here are some images of what we did.

The next weaving workshop with Fernando Rei is already scheduled to the 17 and 18th of March!

Amostras do que aí vem
Base de lã de Merina Branca com velo de Churra da Terra Quente / White Merino wool with Churra da Terra Quente fleece

Base de lã de Merina Branca com velo de Churra da Terra Quente / White Merino wool with Churra da Terra Quente fleece

Lã Bordaleira de Entre-Douro-e-Minho

Lã Bordaleira de Entre-Douro-e-Minho

ana-rita-albuquerque-feltro-rendilhado-2.jpg

Estas são algumas das amostras em que a Ana Rita anda a trabalhar para a oficina de Feltragem que virá cá orientar no próximo dia 24 de Fevereiro. Vamos trabalhar exclusivamente com diferentes lãs portuguesas para ficar a conhecer as suas características e comportamento durante o processo de feltragem, e explorar diferentes técnicas de modelação: pregas, rendilhados, laminados e trabalhar com velo em bruto também. 
Esta oficina vai ser uma estreia, já que a feltragem é o assunto que menos tenho explorado, mas sobre o qual tenho imensa curiosidade e no qual vejo muito potencial.
Quem conhece a Ana Rita já conhece a sua energia, bem como a capacidade de explorar diferentes técnicas e formas de expressão, por isso as expectativas para esta oficina são altas!

/

These are some of the samples Ana Rita has been working on for our upcoming Felting workshop. We'll be working exclusively with several types of portuguese wool to get to know their characteristics and behavior under the felting process, and also explore different modeling techniques.
This workshop is going to be a first, mostly because Felt has been the theme that I have explored the least, but one that I'm immensely curious about.
Those that know Ana Rita know her energy, as well her capacity to explore different techniques and forms of expression, so expectations are high for this workshop!

O Curso do Linho de longa duração - dia final
curso-linho-dia-final-11.jpg
curso-linho-dia-final-.jpg
curso-linho-dia-final-5.jpg
curso-linho-dia-final-2.jpg
curso-linho-dia-final-3.jpg
curso-linho-dia-final-8.jpg
curso-linho-dia-final-4.jpg
36587793032_bdc004f2dd_b.jpg
curso-linho-dia-final-9.jpg

Semeámos, vimos crescer, colhemos, ripamos, maceramos, secamos e moemos o nosso próprio linho, no espaço de dois meses e meio. Esta foi a parte fácil de produzir linho, a mais trabalhosa vinha a seguir e é a que nos leva a espadelar, assedar e fiar.
No último dia do nosso curso, juntámo-nos todos a trabalhar onde tudo começou. Foi um dia bem bonito em volta das nossas fibras. Falamos da nossa experiência, discutimos resultados e opiniões, aprendemos a espadelar, à mão e com a nossa espadeladora mecânica. Assedamos com sedeiros antigos e modernos. Ainda aprendemos a usar as cardas como ferramenta que nos permite aproveitar mais fibras da estopa que fica da fase da assedagem e aprendemos também a cardar as fibras mais curtas para facilitar a fiação.
Da fiação, que na verdade não estava incluída no programa do curso por achar que é uma arte em si só, falamos um pouco e houve quem tivesse dado umas voltinhas nas rodas de fiar, nos fusos de suspensão e no fuso português. Fiar linho é mais difícil que fiar lã, na minha opinião. E a responsabilidade aumenta quando estamos a usar as fibras que cultivamos nós próprios e que tanto tempo levaram até chegar às nossas mãos, assim sedosas e loiras.

Este curso foi dos projectos que mais gozo me deu desenvolver este ano. As oficinas de 1 dia são úteis e interessantes, mas este é definitivamente o nível seguinte. Acompanhar o tempo natural de crescimento e processamento do Linho permitiu-nos abordar cada um dos assuntos com calma e entre actividades havia novamente tempo para a informação assentar e as questões surgirem. Além de aprendermos sobre o ofício propriamente dito, visitamos entidades e pessoas que nos ajudaram a ver este tema de diversas perspectivas. Algo absolutamente essencial para que possamos ter uma visão realista do que é o trabalho do Linho em Portugal actualmente, sem ilusões de folclores e museus etnográficos.
Além de tudo isto tive a sorte de receber um grupo interessado e diverso, com pessoas que se inscreveram cada um pelas suas razões e no final fiquei satisfeita por saber que aprenderam bastante.
Na verdade, este curso foi uma oportunidade única para quem conseguir inscrever-se, possível apenas por ser um programa apoiado pelo Município de Vila Nova de Famalicão, ao qual temos de agradecer pela forma como nos receberam e pelo apoio incrível que prestaram a todos os trabalhos que se desenrolaram. Sem esta abertura, nada teria sido possível.

Para o ano há mais!

/

We sowed, saw it grow, harvested, rippled, retted, dried and ground our own flax in a two and a half months time. This was the easy part of flax growing, the hardest one was yet to come and that is the one that demands us to scutch, comb and spin our flax.
In the last day of our course, we got together to work in the same place where it all started. It was a beautiful day, spent taking care of our fibers. We shared opinions, discussed experiences and results. Learned how to scutch by hand and with our new scutcher. Combed the flax with old and new hackles. And we still had time to learn how to use a simple pair of handcards to make the most of the shorter flax fibers.
Spinning flax actually was not a part of the program, but I took the spinning wheels, drop spindles and
portuguese traditional spindles and people got the opportunity to experiment with that. Flax is not the easiest fiber to start to learn spinning, in my opinion, and that difficulty increases when you realize you're learning while using the beautiful fiber that took you so much time and effort to grow. A sense of responsibility quickly arises!
This course was one of the projects that I had most pleasure in developing this year. One day workshops are interesting, but this is clearly the next level. Following the natural rhythms of growing and processing flax allowed us to approach each subject with the required time and, in between activities there was time to let the information settle and see more questions arise. On top of learning about this specific process, we visited several places and people that helped us get a realistic notion of what is the context of flax production in Portugal, without illusions of
folklore or museums.
We also were very lucky to have a very interested and diverse group, with people that came for very different reasons.
This course was an exceptional opportunity and was only possible because of the support of the Vila Nova de Famalicão Municipality, to whom we need to thank for the way we were received in this city and for the generous collaboration in all the stages of the process.
We'll have more next year!

Moer o Linho
moagem-do-linho-6.jpg
moagem-do-linho-1.jpg
moagem-do-linho-3.jpg
moagem-do-linho-4.jpg
moagem-do-linho-8.jpg
moagem-do-linho-5.jpg
moagem-do-linho-10.jpg
O engenho do Linho, desenhado na hora pela Mónica Loureiro / The flax grinder, sketched by Mónica Loureiro on the spot.

O engenho do Linho, desenhado na hora pela Mónica Loureiro / The flax grinder, sketched by Mónica Loureiro on the spot.

Macerado e bem seco o linho que cultivamos no Parque da Devesa, chegou a hora de o moer para quebrar a parte lenhosa e libertar a fibra! Foi ainda em Julho que pegamos na nossa "palha" toda e rumamos ainda mais a Norte para fazermos a moagem no engenho que já tinha mostrado aqui.
É aqui que vemos pela primeira vez as fibras do linho a "aparecer" e é, por isso, um momento sempre muito interessante. Também é o momento da verdade para a qualidade da curtimenta do linho: depois de entrar no engenho ficamos de imediato a saber se o linho foi bem macerado ou não. Eu, pessoalmente, acho esta máquina fabulosa e aproveito qualquer oportunidade para ver uma funcionar num contexto real de utilidade.
Até aqui o calendário e os objectivos do Curso de Longa duração de cultivo do Linho que decorria em Famalicão estavam a cumprir-se como planeado. Tínhamos agora o nosso linho moído, pronto a trabalhar!
/
After retted and dried, it was time to take the flax we grew at Parque da Devesa to be ground. When the time came we went up north to grind it in this Flax grinder that I showed here before. I think that this is truly the first moment when we can see the flax fibers "appear" and so it is always very interesting to witness. It is also the moment when we really get to know if the flax is well retted or not.
So far, the calendar and goals of the Flax growing workshop were going as planned, and now we had our flax ready to be processed into linen!

Aprender sobre as Lãs Portuguesas - 13 de Maio de 2017

Ficam aqui algumas imagens do set-up para a primeiríssima oficina sobre as Lãs Portuguesas que, por acaso, também foi a primeiríssima dada na casa nova do Saber Fazer. 
Falamos sobre as raças autóctones, tipologias de lã, estudamos e sentimos as amostras produzidas para o nosso estudo. Também vimos diversos velos de raças diferentes e aprendemos sobre os básicos da lã, da tosquia à fibra.
Foi uma oficina dedicada a conhecer a matéria-prima, que é onde tudo começa.
Neste dia também ofereci aos participantes um manual que é uma versão resumida do Guia Prático para as Lãs Portuguesas. Uma peça simples, mas que além de conter muita informação organizada, já é fruto de anos de trabalho.

Muito obrigada a todos os que vieram, de perto e longe, apesar da oficina ter sido anunciada tão em cima da hora. É sempre bom conhecer mais amantes da lã.

Aos que têm perguntado: sim, haverá uma próxima edição para breve. Se quiserem ser alertados, podem subscrever a newsletter.

/

Here are a few images of the set-up for the very first workshop about Portuguese Wools, which also was the very first workshop to happen in Saber Fazer's new house.
We talked about all the different autochthonous breeds, wool types, we studied and touched the different samples from our study. We also got to see different types of fleeces and learned the basics about the wool, from shearing to fiber.
It was a workshop devoted to raw matter and local resources, where everything begins.
I also offered the participants a short version of the soon to be Portuguese Wool Practical Guide. Something very simple but containing a lot of organized information and that is the result of years of work.

Thank you to everyone that came, from near and far, even though it was on such short notice. Meeting other wool lovers is always the best.

To those that have been asking: yes, there will be other workshops soon. If you want to receive a notification, please subscribe to our newsletter.

A Tosquia na Quinta de Serralves - 2017

Mais um ano, mais uma tosquia brilhante realizada pelo Martin na Quinta de Serralves.
Quanto mais aprendo sobre lã e quantas mais tosquias vejo, mais especial acho que é este momento que temos a sorte de oferecer ao público da Fundação.
É, de facto, a conjugação de tudo o que uma tosquia deve ser, mostrando respeito pelo animal que nos fornece uma fibra tão valiosa, pela própria lã enquanto matéria-prima e pela profissão de Tosquiador.
Quem testemunha este momento vê animais serenos, uma tosquia calma e eficiente, e consegue apreciar a lã que acabamos de obter. 
Claro que o sucesso das atividades do Saber Fazer depende, em grande parte, dos profissionais que escolho para virem representar o seu ofício. É provavelmente aqui que despendo grande parte do meu tempo de trabalho, a encontrar estas pessoas tão especiais. Este caso não é excepção porque o Martin e a Susana adoram o seu trabalho, adoram os animais e adoram lã. E apesar da intensidade que é a época das tosquias para eles e o esforço que é virem de propósito ao Porto, não questionam a importância de realizarmos uma tosquia responsável e realista enquanto actividade pedagógica e de sensibilização para o público. No final sinto sempre que se cumpriu uma missão importante.
Os velos, esses, foram bem desbordados, enrolados e armazenados para serem trabalhados mais tarde na Quinta através das diferentes oficinas.

Aqui, podem ver a primeira Tosquia realizada na Quinta de Serralves em 2015 e a edição de 2016 que, além da demonstração da manhã, ainda incluiu uma Oficina Prática de Tosquia da parte da tarde.

/

Another year, another brilliant shearing done by Martin at Quinta de Serralves.
The more I learn about wool and the more shearings I see, the more special I think this moment is, that we have the opportunity to offer to the Foundation's audience.
It is the conjugation of everything a shearing should be: the respect for the animal that gives us such a valuable fiber, respect for wool as a raw matter and respect for the shearer as a professional.
Those that are with us during this activity see serene animals, a calm and efficient shearing and can enjoy and learn from the wool we are receiving.
Of course, the success of Saber Fazer's activities greatly depend on the professionals I choose to come represent their craft. This is probably where I spend most of my time and effort, finding this special people. This case is no exception because Martin and Susana love their work, the animals and wool. And although the shearing season is quite an intense time for them and coming to Porto especially for this event, they understand how important it is to present the shearing as a moment to educate the public. At the end I always feel the mission is accomplished.
The fleeces were well skirted, rolled and stored and will be processed later at the farm through our workshops.

 

Aprender a produzir Linho - o início

Foi linda, a manhã de sábado, com um grupo de mais de 20 pessoas interessantes e interessadas em aprender a produzir Linho.
Este dia marcou o início do curso de longa duração de produção de Linho que estou a coordenar e que se está a desenvolver graças ao apoio do Município de Vila Nova de Famalicão, através do Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave, bem como dos Serviços Educativos da Divisão de Educação e do Parque da Devesa.

Ter o curso esgotado em menos de 12h depois das inscrições abrirem foi uma grande surpresa e foi muito gratificante ouvir algumas pessoas dizerem que já tinham o sonho de fazer isto há muito.
Neste curso, mais do que aprender pela experiência de cultivar o nosso próprio linhal, trata-se de aprender com a experiência de quem já o faz (ou fez) há muitos anos. Aquelas pessoas que tanto sabem e que, infelizmente, por uma razão ou outra não passaram o seu conhecimento. Este curso vai ser uma espécie de viagem no final da qual espero que quem participou fique com as bases para continuar a aprender e a cultivar o seu próprio linho.

O nosso Linhal vai crescer nas Hortas Urbanas do Parque da Devesa, lado a lado com as culturas alimentares. Para mim, é muito importante que a produção de uma fibra têxtil como o Linho tenha uma presença equiparada ao que produzimos para consumo alimentar. Fazê-lo nas hortas urbanas, onde cada pessoa cultiva para seu próprio consumo, passa a mensagem certa.

O curso abriu com a sementeira, que foi a oportunidade perfeita para tirar o Eng. António Silva da sua reforma pacata para vir ensinar sobre aquilo que foi o seu trabalho durante décadas. Falamos do Linho, das variedades comerciais e regionais, das especificidades da planta e da sementeira, do que foi e do que é a produção de Linho em Portugal e muito mais.
A semente que utilizamos descende directamente da semente recolhida em Ponte de Lima para o BPGV pelo próprio Eng.Silva entre 1987 e 89. Ou seja, há 30 anos atrás ele recolheu a semente de Linho Galego que agora estamos a cultivar, o que, além de ser uma coisa bonita, mostra a importância deste tipo de trabalho.

Desta feita, e tendo o curso dado início já muito em cima da altura propícia à sementeira, tivemos a sorte de ter o terreno totalmente preparado. A responsável por deixar tudo absolutamente impecável foi a Eng.Marisa Moreira, que é quem gere as hortas urbanas entre outras coisas, e que também orientou a parte relativa à preparação do terreno. Chamo aqui a atenção para um pormenor muito importante, que é o de estarmos a realizar um cultivo em modo biológico. Para isto, a Marisa teve de adaptar o conhecimento técnico do cultivo do Linho, tanto no que diz respeito à preparação do terreno, como no combate a pragas e doenças, da agricultura convencional para a biológica, o que acrescentou mais uma camada de relevância a isto tudo.

É desafiante ter tanta gente a espalhar a semente, coisa que geralmente é realizada por uma pessoa e a que tiver a mão mais treinada para a coisa (a sementeira é feita a lanço, o que exige alguma prática para acertar com a densidade certa), mas não há outra forma de aprender a não ser pondo a mão na massa, por isso vamos esperar que as nossas plantinhas germinem e ver o que daqui sai. Coberta a semente e compactado o solo, colocamos a rede para pássaros e pronto.
Eu estou a visualizar já um Linhal um pouco esquizofrénico, mas óptimo para aprender!

/

It was beautiful, last saturday, spending the morning with more than 20 people eager to learn how to grow their own flax and process it into linen.
This day was the beginning of our flax production course, that will last until mid July, and that I'm coordenating thanks to the support of Vila Nova de Famalicão city, through the Museum of the Textile Industry and the Parque da Devesa.
In this course, more than learning through the experience of growing your own flax, we'll learn from the experience and knowledge of those that have been doing this for many years.

Our flax will grow side by side with Famalicão's urban gardens, which gives the right message about the importance of owning our own means of production for textile fibers, as well as for food.

To open the course, I invited Eng. António Silva to come and teach us about what he worked on for decades. We talked about flax, commercial and regional varieties, the sowing and a lot more.
The seed that we used, for a portuguese regional variety of flax called Linho Galego, descends from the seed gathered by Eng.Silva himself back in 1987-89 and deposited in our national seed bank. This just shows the importance of this kind of work.

Being that we started too close to the right time for the sowing, Eng.Marisa, who is responsible for managing the urban gardens among other things, prepared the soil for us beforehand. One important detail is that we're growing flax in organic agriculture, so Marisa had to adapt the technical knowledge from conventional flax growing to meet the organic agriculture standards, especially when it comes to soil preparation, fertilization and fighting diseases and pests. I think this adds another layer of relevancy to what's being done here.

It was a challenge having so many people sowing at the same time. Usually, in a smaller crop as our own, only one person broadcasts the seed (usually the one that has a better trained hand to get the sowing density right), but there's no better way of learning than by doing it ourselves. So, let's wait for the plants to show up and see what we got.

uma estreia na feltragem

Aqui ficam umas poucas imagens da Oficina de Feltragem que a Ana Rita de Albuquerque veio dar a Serralves no passado mês de Outubro.
Acredito mesmo que foi uma estreia, ter tanta gente a aprender com nada mais que lãs portuguesas em bruto e a explorar tanta variedade lanar através de uma das técnicas que mais interessante se tem revelado para mim nos últimos tempos.
Tenho de agradecer à Ana Rita, que aceitou o desafio de trabalhar exclusivamente com estas lãs e aos participantes que vieram genuinamente interessados em descobrir o que as nossas raças autóctones têm para dar.

//

Here are a few photos from our Felting Workshop from last month, oriented by Ana Rita de Albuquerque.
I really believe this was an absolute first, having so many people learning to felt with nothing but wool from our local portuguese breeds and exploring such textile variety through such an amazing technique as is felting.
Big thank you to Ana Rita for accepting the challenge of working with nothing else but our raw wools and to everyone that showed up, genuinely interested in discovering some of the potential of portuguese wool. 

 

Terminaram as oficinas da Primavera

Terminou a Primavera e com ela as oficinas que ensinaram a produzir e extrair fibras têxteis: Oficina prática de Tosquia, Oficina de extração de Seda e Oficina prática de processamento e fiação de Linho, que decorreram em Serralves.

Foi bom ver alguns objectivos deste programa começarem a cumprir-se: produziram-se as fibras na própria Quinta, reuniram-se as ferramentas e receberam-se os artesãos certos para que uma pequena fatia deste conhecimento pudesse começar a ser transmitida a quem quer aprender. Com esta combinação as oficinas esgotaram e, tal como eu sabia que aconteceria porque o mesmo se passou comigo, a paixão e o verdadeiro saber-fazer que a D.Teresa e a Dores têm pelo seu trabalho fez com que os participantes ganhassem verdadeira curiosidade nestes ofícios. 
Muita gente ficou de tal forma convencida que quem participou na da Seda quis levar consigo algumas lagartas ou casulos que, entretanto já soube que já fizeram criação, e quem participou na do Linho levou consigo semente de Linho Galego para começar um pequeno Linhal em 2017. A isto chama-se espalhar, literalmente, a semente.

Mas se a Primavera é a época da produção da matéria-prima, então no Outono começa a época da transformação e, por isso, daqui a uns meses haverão mais oficinas e artesãos fora-de-série para ensinar quem quiser vir aprender mais.

(Apesar das oficinas terem corrido muito bem, não consegui parar um minuto para tirar fotografias decentes. Só tenho estas aqui para mostrar um pouco do que foi, o que é uma pena, mas é o que é...)

//

The Spring workshops are over

Spring is over and so are the workshops dedicated to teaching how to grow and process textile fibers from the ground: Sheep Shearing, Silk Reeling and Flax growing and processing were taught in Serralves using the fibers grown right on the farm.
It was nice to see some of the goals for the "Saber Fazer em Serralves" program being accomplished: growing the fibers in situ, gathering the right tools and having excellent craftsmen and women to pass along some of their knowledge to people that are genuinely interested. 

And if Spring is the time to grow your fibers, then Autumn will be the time to transform them. So, in a few months time, we'll have more workshops and craftsmen and women to come to Porto and teach their art.

(Although the workshops went really well, I had no time to stop a minute and take decent photos, which is a pity, but that's that....)

COMO SE PRODUZ LINHO: Oficinas práticas e demonstrações na Quinta de Serralves

Na Quinta de Serralves, este é o segundo ano em que se cultiva um Linhal com o objectivo de se ensinar sobre a sua produção e processamento utilizando exclusivamente a fibra produzida localmente.
O final da Primavera e início do Verão é o momento de fazer a colheita e dar início ao seu processamento e, assim, no próximo sábado 02 de Julho, o Saber Fazer traz a Serralves um dia inteiramente dedicado à fibra do Linho e à sua produção em pequena escala, com demonstrações e oficinas práticas.

Uma oportunidade única para ficar a saber tudo sobre o Linho e a sua produção, e aprender pessoalmente as diversas técnicas numa exclusiva oficina prática orientada por uma das únicas artesãs no nosso país que ainda produz Linho profissionalmente: Mª das Dores Matos.

São duas actividades que estão programadas: a Demonstração, que decorre apenas de manhã, é de entrada livre (ver o programa abaixo) e a Oficina Prática de processamento do Linho, é de lotação limitada e decorre apenas da parte da tarde.

Fica aqui uma sinopse das duas actividades e toda a informação para que possam vir aprender e experimentar processar o Linho no próximo fim-de-semana:


SÁBADO 02 de JULHO
11H-13H QUINTA DE SERRALVES (EIRA)


COMO SE PRODUZ LINHO: DA SEMENTE AO FIO, DEMONSTRAÇÃO DA PRODUÇÃO DO LINHO

No final da Primavera chega a hora de colher o linho que semeamos e cultivamos durante o último par de meses na Quinta de Serralves. Este momento marca o mote para que uma das poucas pessoas que ainda produz linho de forma profissional em Portugal, Mª das Dores Matos, venha partilhar connosco o seu conhecimento sobre a produção desta fibra têxtil em pequena escala, desde a semente ao fio. Durante esta demonstração, será realizada a colheita do Linho e demonstradas as diversas fases que se seguem no seu processamento, nomeadamente ripagem, maceração, moagem e espadelagem, utilizando apenas a matéria-prima produzida no ano anterior em Serralves.

Orientadores: Maria das Dores e Domingos Matos;
Dia: 2 de Julho (sábado);
Horário: 11h-13h;
Local: Quinta de Serralves (Eira);
Entrada: livre, mediante a aquisição do bilhete do Parque ou Museu+Parque.
Mais informações: www.serralves.pt


SÁBADO 02 de JULHO
15H-18H QUINTA DE SERRALVES (EIRA)

COMO SE PRODUZ LINHO: OFICINA PRÁTICA DE PROCESSAMENTO DE LINHO COM Mª DAS DORES MATOS


No final da Primavera chega a hora de colher o linho que semeamos e cultivamos durante o último par de meses na Quinta de Serralves. Este momento marca o mote para que uma das poucas pessoas que ainda produz linho de forma profissional em Portugal, Mª das Dores Matos, venha partilhar connosco o seu conhecimento sobre a produção desta fibra têxtil em pequena escala, desde a semente ao fio. 
Nesta oficina prática dedicada à produção do Linho em pequena escala, iremos aprender todas as fases de processamento desta fibra com a orientação de uma das poucas artesãs no nosso país que utiliza apenas linho cultivado e processado por si própria, no seu trabalho de tecelagem artesanal.  
Os participantes terão oportunidade dar início a esta oficina com o Linhal de 2016 ainda no terreno e aprender todas as técnicas, da colheita à assedagem, utilizando apenas o Linho Galego cultivado na própria Quinta de Serralves e as ferramentas utilizadas pela própria artesã.
Numa altura em que já praticamente não se produz Linho em Portugal e a maior parte do fio utilizado é importado, é importante conhecer o potencial da produção desta fibra e a forma como esta deve ser produzida para se obter fibra têxtil de qualidade.
 
Formadora: Maria das Dores Matos
Dia: 2 de Julho (sábado);
Horário: 15h-18h;
Local: Quinta de Serralves (Eira);
Inscrição: 7,5€
Lotação: 10 participantes;

INSCRIÇÕES
Na Receção do Museu: de 2ª a domingo, no horário de funcionamento
Online
- Por transferência bancária, à ordem de Fundação de Serralves com o IBAN: PT50 0010.0000.86451970001.02 - enviando comprovativo e dados da inscrição por e-mail para apoio.se@serralves.pt; dados necessários para a inscrição: nome completo, endereço de e-mail, telefone/telemóvel.

Mais informações: www.serralves.pt


Flax processing workshops and demonstrations at Serralves Farm

2016 is the second year in a row during which flax has been grown in Serralves Farm with the purpose of using this locally grown fiber to teach about its processing for textile use.
The next saturday the 2nd of July, Saber Fazer will bring a whole day devoted to Flax in Serralves, with demonstrations and workshops.
It's a special opportunity to learn everything about Flax and receive the learning from one of the feew craftswomen that still growns all the flax she uses in her weaving in Portugal: Mª das Dores Matos.

 

COMO SE PRODUZ SEDA - oficinas práticas e demonstrações na Quinta de Serralves

No próximo sábado 11 de Junho, o Saber Fazer traz a Serralves um dia inteiramente dedicado à fibra da Seda e à sua produção em pequena escala com demonstrações, experimentações e visitas orientadas à criação do bicho-da-seda, que se faz pelo segundo ano consecutivo na Quinta de Serralves.
Uma oportunidade única para ficar a saber tudo sobre o Sirgo e a Seda e aprender pessoalmente diversas técnicas numa exclusiva oficina prática orientada por uma das únicas artesãs no nosso país que produziu esta fibra têxtil durante décadas: Mª Teresa Frade.

São duas actividades que estão programadas: uma decorre durante todo o dia e é de entrada livre (ver o programa abaixo) e outra, a Oficina Prática de extração de Seda, é de lotação limitada e decorre apenas da parte da tarde.

Fica aqui uma sinopse das duas actividades e toda a informação para que possam vir aprender e experimentar sobre a Seda no próximo fim-de-semana:


SÁBADO 11 de JUNHO
11H-13H e 15H-18H QUINTA DE SERRALVES (LAGAR)



COMO SE PRODUZ SEDA, DA LAGARTA AO FIO: VISITA GUIADA, DEMONSTRAÇÕES E EXPERIMENTAÇÃO LIVRE
 

 


Em Junho, a criação de bicho-da-seda que se faz na Quinta de Serralves pelo segundo ano consecutivo, encontra-se num momento especial em que é possível observar todas as fases de desenvolvimento do insecto que nos oferece esta fibra extraordinária, do ovo à borboleta. No próximo sábado dia 11 de Junho, usaremos este momento único como uma oportunidade para explorar a temática da produção da Seda e as técnicas necessárias para obter esta fibra fascinante.
Crianças e adultos poderão ficar a conhecer mais sobre o insecto, as especificidades da sua criação e experimentar a técnica da extração da seda utilizando casulos verdadeiros.

Orientação: Alice Bernardo, Helena Tomás, Paula Péres e Margarida Afonso (visita e experimentação) e Mª Teresa Frade (demonstração da manhã)
Dia: 11 de Junho (sábado);
Horário: 11h-13h e 15h-18h;
Local: Quinta de Serralves (Lagar);
Entrada: livre, mediante aquisição de bilhete Museu ou Parque;
Mais informações: www.serralves.pt
 



SÁBADO 11 DE JUNHO
15H-18H  QUINTA DE SERRALVES (LAGAR)



OFICINA PRÁTICA DE EXTRAÇÃO E LAVAGEM DA SEDA COM MªTERESA FRADE


 

Nesta oficina iremos aprender sobre a extração do fio da seda com a orientação de Mª Teresa Frade, uma artesã natural de Castelo Branco que nos irá ensinar como os casulos se transformam em fio. Em Portugal já se contam pelos dedos de uma mão os artesãos que ainda trabalham esta fibra extraordinária, e serão menos ainda os que conhecem os seus mistérios. Maria Teresa Frade fez da criação do sirgo e da produção de seda artesanal a sua profissão durante décadas. Esta oficina em Serralves é uma oportunidade única para receber parte do seu conhecimento.

Orientação: Mª Teresa Frade;
Dia: 11 de Junho (sábado);
Horário: 15h-18h;
Local: Quinta de Serralves (Lagar);
Público-alvo: crianças maiores de 12 anos e adultos;
Custo: 7.5€;
Lotação: 10 participantes com inscrição prévia;
Mais informações: www.serralves.pt

INSCRIÇÕES:
·         Na Receção do Museu: de 2ª a Domingo, no horário de funcionamento
·         Online (brevemente disponível)
·         Por transferência bancária, à ordem de Fundação de Serralves com o IBAN: PT50 0010.0000.86451970001.02 - enviando comprovativo e dados da inscrição por e-mail para apoio.se@serralves.pt; dados necessários para a inscrição: nome completo, endereço de e-mail, telefone/telemóvel.


**English translation coming soon**