CommunityCloth - Projeto Erasmus+
2024-2025
O projeto Erasmus+ CommunityCloth dedica-se a capacitar educadores comunitários e a promover transições urbanas sustentáveis através de modelos de formação inovadores e do envolvimento da comunidade no domínio da produção têxtil em pequena escala.
A nossa missão foi fomentar o desenvolvimento de quintas comunitárias, apoiar a produção «do solo ao tecido» utilizando os têxteis como complemento à produção alimentar e criar novas oportunidades de emprego nas áreas urbanas.
O projeto, financiado pelo Programa Erasmus+, é uma colaboração entre o Saber Fazer (Portugal), a ABR-Alternative Brains Rule (Chipre) e o Smuss Studio (Noruega).
A produção têxtil depende da produção de matérias-primas agrícolas e é uma das indústrias mais poluentes, contribuindo significativamente para as alterações climáticas. A luta contra as alterações climáticas só pode acontecer com a transição para produções mais sustentáveis e neutras ou positivas em carbono. As produções têxteis baseadas em práticas agroecológicas de baixo impacto complementam grandemente a produção alimentar, permitindo resultados diversificados, rotação de culturas, introdução de novas espécies e produção de fertilizantes. Por isso, o projeto Erasmus+ CommunityCloth propôs explorar produções complementares à alimentação em quintas urbanas, utilizando como exemplos os temas da tinturaria natural e o processamento de lã em pequena escala.
Este projeto visou capacitar as comunidades urbanas, criando ferramentas essenciais para promover novos modelos de formação e fornecer conhecimentos para o desenvolvimento de produções comunitárias, da quinta ao tecido.
Ao estabelecer uma rede de educadores, o CommunityCloth procurou implementar programas de aprendizagem económicos para apoiar práticas de transição urbana, fomentar quintas comunitárias e criar novas oportunidades de emprego.
O programa de formação CommunityCloth
No âmbito deste projeto oferecemos um programa de aprendizagem gratuito sobre processamento de lã e tinturaria natural realizado em Portugal (Porto) em fevereiro de 2025. O objetivo foi formar uma rede de educadores que foram implementar atividades educativas nestas duas áreas, testando novos modelos de aprendizagem baseados na comunidade e atividades sustentáveis do campo ao tecido.
Durante este programa de aprendizagem, os participantes frequentaram um curso prático de dois dias onde aprenderam sobre o processamento da lã e tinturaria natural. Este programa de aprendizagem incluiu também um workshop de um dia focado na conceção de atividades para a aprendizagem prática na comunidade.
Os educadores CommunityCloth
Para integrar este projeto procuramos mulheres que fossem professoras e educadoras, líderes comunitárias (grupos de pais, ativistas urbanas, coletivos, outros), trabalhadoras do setor social, trabalhadoras de serviços educativos de quintas urbanas, câmaras municipais, ONG ou fablabs.
A convocatória estava aberta a mulheres que trabalham com comunidades migrantes (especialmente mulheres migrantes); mulheres desempregadas; cidadãs com deficiência; crianças em idade escolar e jovens em idade de aprendizagem.
O facto de aceitarmos apenas mulheres deve-se ao facto de o projeto procurar envolver um género que está sub-representado na agricultura urbana.
Os manuais CommunityCloth
Os manuais CommunityCloth foram desenvolvidos para apoiar os nossos educadores no período pós-formação. Foram produzidos dois manuais técnicos, um dedicado ao processamento da lã em pequena escala e outro dedicado à Tinturaria Natural, que foram distribuídos em papel e em formato digital.
As atividades educativas CommunityCloth
Durante 2025, os educadores que formamos durante o programa de formação, foram convidados a organizar e dinamizar atividades de aprendizagem nas suas próprias comunidades para testar e implementar o que aprenderam neste programa. No pós-formação foi criada uma comunidade digital que permitiu a estes novos educadores manterem o contacto entre eles e com os seus mentores, de forma a melhor consolidar o processo de aprendizagem. O Saber Fazer também disponibilizou ferramentas e equipamentos para auxiliar a organização das atividades.

