Design não Design - semestre na Universidade Lusófona

2023

Orientação, por convite, da disciplina “Design Não Design” da licenciatura de Design de comunicação da Universidade Lusófona.
No âmbito desta disciplina foi desenvolvido um trabalho em torno do conhecimento operativo (do fazer ao ensinar) e dos processos para uma comunicação efetiva do “saber-fazer”, em contexto de design de comunicação.
Tomando como objeto de estudo e exploração pessoal três técnicas do domínio do “saber-fazer” (Tecelagem, Tinturaria com Índigo, Feltragem), os alunos foram desafiados a documentar, aprender e ensinar/comunicar o conhecimento, num processo que exigiu uma reflexão permanente sobre a problemática e os processos de transmissão de conhecimento técnico.

A unidade curricular teve como objetivos principais:

- Fomentar o contacto com outras áreas de trabalho, neste caso essencialmente ligadas às áreas de manufatura de pequena escala na área têxtil, bem como a experimentação e exploração de diversos processos de “fazer”.

- A introdução às especificidades do conhecimento operativo (saber-fazer): Explorar modos de recolha, documentação e organização de informação;  Reflexão e estudo sobre a produção de elementos de comunicação de conhecimento operativo; A importância do rigor técnico e comunicativo; Trabalhar a análise, decomposição, reestruturação e (re)criação de informação.

- Demonstrar e avaliar o impacto do “aprender pelo fazer” não só na aquisição de conhecimento, mas também na produção de elementos de comunicação de conhecimento operativo. Analisar a diferença de resultados/processos de posições Observadoras vs Participantes.

 

Documentar vs Fazer

O trabalho organizou-se ao longo de 3 fases, sendo um dos objetivos a reflexão sobre o impacto do “saber fazer” sobre o “saber comunicar”.
Na primeira fase, foi apenas permitido aos alunos observar as técnicas a serem executadas, sem qualquer aprendizagem prática da sua parte. Poderiam registar utilizando todos os métodos que pretendessem. Este momento traduziu-se numa sessão de demonstração das 3 técnicas, por parte de especialistas, a que os alunos puderam assistir e registar com todos os métodos que pretendessem.

A partir deste momento, utilizando os seus registos e observações apenas, os alunos começaram a conceber o seu projeto, o objeto a partir do qual iriam comunicar a técnica a que assistiram.

Na segunda fase, já com os seus projetos iniciados, os alunos tiveram a oportunidade de aprender na prática as técnicas às quais só tinham assistido anteriormente.
Os conhecimentos e a experiência adquiridos neste momento levaram à reflexão sobre o projeto de cada aluno e, consequentemente, a modificações profundas no conceito e design dos trabalhos desenvolvidos.

Comunicar depois de Fazer

Os projetos desenvolvidos foram variados, desde os meios mais tradicionais, tal como manual impresso, até uma instalação que ensina tecelagem, passando por websites de ensino técnico.

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