Fundação de Serralves (Porto), 2015-2017

Desenvolvimento de programa de programa educativo anual para a Fundação de Serralves. 
No âmbito deste projeto foram realizadas atividades dedicadas à produção de fibras têxteis naturais e suas técnicas de processamento, bem como à tinturaria natural. Todo o programa foi sustentado pela produção de matérias-primas in-situ, nomeadamente a lã do rebanho da quinta de Serralves, bem como linho, seda e plantas tintureiras produzidas localmente para este programa. 
O programa “Saber Fazer em Serralves” foi pioneiro no contexto das nossas atividades, tendo permitido a aquisição de conhecimentos de base valiosos para muitos dos programas que desenvolvemos daí em diante.

 

A lã em Serralves

No âmbito do tema da lã trouxemos, pela primeira vez, um tosquiador profissional à quinta de Serralves, realizando-se a primeira demonstração de tosquia pública na quinta como momento educativo. A lã das ovelhas de raça Bordaleira de Entre-Douro-e-Minho da quinta passou a ser abordada como uma valiosa matéria-prima e a ser utilizada para dinamizar atividades abertas ao público em geral na Fundação.
No Outono foram realizadas oficinas para famílias e adultas sujeitas ao tema da lã portuguesa e suas técnicas de processamento, utilizando-se exclusivamente lã produzida na quinta.

 

O linho em Serralves

No âmbito do tema do linho foi cultivado um linhal de Linho Galego e, a partir destas plantas, processada toda a fibra têxtil na própria quinta de Serralves. A implementação do ciclo do linho em Serralves permitiu a propagação e valorização da rara variedade portuguesa de Linho Galego e a dinamização de oficinas dedicadas não só ao processamento do linho, mas também a todas as questões de biodiversidade que o rodeiam.

 

A seda em Serralves

No âmbito do tema da seda foi implementado na quinta o desenvolvimento de todo o ciclo de produção de seda, desde o ovo até ao fio. Dado que existem amoreiras no parque, foi possível realizar o ciclo de forma autónoma. No final do ciclo, foram dinamizadas oficinas dedicadas à extração do fio dos casulos, com a participação da artesão Teresa frade.

 

A tinturaria natural em Serralves

No âmbito do tema da tinturaria natural, foi projetada e implementado um jardim de tintureiras na área da horta pedagógica da quinta de Serralves. A lista de plantas cultivadas incluía algumas plantas irónicas, tal como o Pastel-dos-tintureiros, o índigo japonês, a Ruiva-dos-tintureiros e o Lírio-dos-tintureiros, mas também algumas plantas mais comuns, tais como calêndulas, cravos únicos e coreopsis. As plantas aqui produzidas permitiram dinamizar oficinas sujeitas ao tema da tintureira para famílias e adultos, utilizando-se apenas os materiais cultivados localmente.

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