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Diário | Journal

Aquela altura do ano outra vez

11.04.2016: Lagartas do bicho-da-seda recém-nascidas / Newborn silkworms

11.04.2016: Lagartas do bicho-da-seda recém-nascidas / Newborn silkworms

Sim, é verdade. Nem consegui acabar de contar a história da nossa produção de seda do ano passado e já cá estão as lagartas de 2016. Mas pronto, é o que acontece quando se quer pôr uma quinta a produzir seda, linho, lã e escrever sobre isso, fazer um estudo sobre lãs portuguesas, manter uma loja a funcionar e ainda ter um bébé pelo meio. 

Eu estava a planear acabar o relato assim de rompante, enquanto mantínhamos as lagartas num sítio fresco e escuro para atrasar um bocadinho a eclosão delas, mas a Natureza é que manda e poucos dias depois das amoreiras se encherem de folhas, a maior parte das lagartas decidiu nascer enquanto os ovos ainda estavam guardados dentro dos envelopes.
Quando fomos abrir para confirmar que estava tudo intacto, encontramos dezenas e dezenas de lagartas perdidas dentro dos envelopes. A minha reacção inicial foi pensar que estava tudo perdido e que este ano não ia haver seda para ninguém, mas como tenho tendência para ficar a olhar para o leite derramado, ou neste caso para as lagartas prematuras, consegui perceber que a maior parte ainda estava viva, à espera que as pusessem num sítio mais confortável e que lhes dessem de comer rapidamente.
Executada a operação de salvamento e aguardados uns dias, verificamos que a maior parte sobreviveu e que, felizmente, muitos dos ovos ainda não tinham eclodido.
Lição aprendida.

Hoje, as mais velhas já tem uns dez dias (aqui estão elas a perguntar onde é que está o lanche) e uma parte nasceu apenas ontem, por isso desta vez consegui fotografá-las mesmo desde o início.


it's that time of the year again

Yes, it's true. I didn't even finish telling the story of last year's silkworm raising and silk reeling and the 2016 silkworms are here already. But that's what happens when you want to get a farm to produce, wool, flax, silk, write about that, make a study about portuguese wool, run a shop and also have a baby by the way.

I was planning making a bunch of posts at once and finishing the story while the eggs were kept in a dark, cool place as to prevent their unwanted hatching, but Nature is the big boss and a few days after the black mulberry trees got their new leaves, most of the silkworms decided to hatch while still in the envelopes.
One of the times we opened it to check everything was ok, we found dozens of silkworms laying around. My initial reaction was to think this year's production was gone and there's not going to be any silk for anyone, but since I have a tendency to stare at spilled milk, or, in this case, at premature silkworms, I noticed that most of them were alive and hanging around, waiting to be put in a more comfortable place and fed.

After performing a swift rescue operation and waiting out a few days, I guess most of them survived and, luckily, many of the eggs hadn't hatched yet.
Lesson learned.

Today, the oldest are 10 days old (here they are, wondering where their food is) and a couple of dozen was born about yesterday, so I managed to photograph them since the beginning, this year.

 

11.04.2016: Lagartas do bicho-da-seda recém-nascidas / Newborn silkworms;

11.04.2016: Lagartas do bicho-da-seda recém-nascidas / Newborn silkworms;

20.04.2016: Lagartas do bicho-da-seda com 10 dias / 10 days old silkworms;

20.04.2016: Lagartas do bicho-da-seda com 10 dias / 10 days old silkworms;

20.04.2016: Lagartas do bicho-da-seda com dez dias e outras de eclosão mais recente / silkworms 10 days old side-by-side with others that hatched more recently;

20.04.2016: Lagartas do bicho-da-seda com dez dias e outras de eclosão mais recente / silkworms 10 days old side-by-side with others that hatched more recently;