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Tempereiro
Tempereiro, a peça que se usa para esticar o pano no tear, para que não encolha enquanto se tece.
Adelaide e a Lã
Numa visita à D.Ana, marcada para ela me explicar como funcionavam os "riscos" do tear, tive a sorte de conhecer também a D.Adelaide, que é a sua irmã mais velha. Trazia consigo mais alguns riscos e umas mantas, para que eu pudesse perceber melhor como tudo funciona.
Fazer um fuso com o Zé Manel
Quando comecei a aprender a fiar, tornou-se indispensável arranjar uma roca e um fuso para mim. Como tive a sorte de estar a aprender com quem sabe o que faz no que diz respeito à fiação, fui logo informada das características de um bom fuso: são de carvalho, para que tenham um peso próprio adequado, são esculpidos à mão do início ao fim e têm uma mainça bem definida
Apisoar a lã
A folhear o Tecnologia Tradicional: Pisões Portugueses achei uma coincidência engraçada que as únicas fotos de um pisoeiro em acção fossem as do pai do Sr.Francisco, pisoeiro do Pisão de Tabuadela, que já tive a oportunidade de visitar.
Urdindo a teia
Como cada vez há menos teares manuais, e cada vez menos se trabalham neles, ter a oportunidade de ver e ajudar a urdir uma teia é relativamente raro.
Já tinha reparado que a teia do tear da D.Ilídia estava quase no fim e por isso insisti com ela para urdirmos uma nova um dia destes.
Lúcia, Tecedeira Profissional
Na curta visita que fiz à D.Lúcia ela mostrou-me o seu tear, muitas das mantas que teceu e ainda me deixou trazer emprestados os “riscos” que possui.
Ao contrário da maior parte das tecedeiras que tenho conhecido, Lúcia tece profissionalmente a tempo inteiro, por encomenda.
Aprender a fiar o linho
Com a D.Maria a ensinar-me, fiei linho pela primeira vez.
Ela assedou-me um manelo e depois de me explicar como o colocar correctamente na roca, fiar o linho não foi nada complicado.
Dobadoiras e Sarilhos
Há dobadoiras e há sarilhos.
Um sarilho roda num plano vertical e é utilizado para transformar a lã que vem do fuso em meadas.
Uma dobadoira roda num plano horizontal e enrola a lã das meadas em novelos.
Fingir e Dourar
Ontem foi dia de visitar o Sr.Luís Castro, que é restaurador, na sua oficina cá em Guimarães.
Já conhecia o Sr.Luís porque foi um dos artesãos cobertos no capítulo que escrevi para a Monografia da Casa dos Lobo Machado(actual edifício da Associação Comercial e Industrial de Guimarães).
Torcer o fio usando apenas o polegar
Ainda a propósito das várias técnicas que existem para torcer um fio, fica aqui um clip de um vídeo onde o Zé Machado explica como torce o fio sem ferramentas, usando apenas o polegar.
A dupla tosquia
Uma coisa que me tinha vindo a confundir até há pouco tempo era a dupla tosquia anual, como descrevi aqui.
O velo, para ser cortado e usado para lã tem de ter um comprimento mínimo, por isso ainda não tinha percebido como é que se tosquiavam duas vezes ovelhas como as bordaleiras, para obter a tal lã de S.Miguel.
Fiar a lã ludra com a D.Benta
Numa ida a Salto, com o propósito de visitar o Pisão de Tabuadela, onde foram apisoadas as últimas mantas de burel feitas pelas Mulheres de Bucos, tive a oportunidade de conhecer a D.Benta. À porta do seu café, falou-me da forma como fia a lã ludra, mostrou-me um truque que usa para manter a maçaroca bem firme no fuso e ensinou-me a torcer dois fios usando um fuso normal.
O Pisão de Tabuadela
Ontem foi a minha primeira visita ao Pisão de Tabuadela, e a um pisão propriamente dito.
Conheci o Sr.Francisco, ele próprio um pisoeiro e dono do pisão que herdou do seu pai, que me explicou o funcionamento da máquina e mais umas coisas que não sabia sobre a lã e o burel.
o rebanho da Casa da Lã
Na segunda-feira fomos conhecer um dos rebanhos de onde vem a lã com que trabalham as Mulheres de Bucos.
Por lá, quando falamos com quem trabalha a lã, esta é sempre distinguida em apenas dois tipos: a lã brava e a lã meirinha.
As mantas de burel da D.Ilídia
Antes de ir de férias e enquanto a Casa da Lã estava também encerrada até Setembro, dei um salto a Bucos para visitar a D.Ilídia em sua casa. Foi bom passar uma tarde sem pressas a falar sobre tudo, ela com vontade de me explicar e eu com ainda mais vontade de ouvir e fazer perguntas.
Funcionamento de um Pisão
Um desenho técnico e uma descrição exacta da mecânica e funcionamento de um pisão, pertencentes a um capítulo chamado “os pisões de Barroso”, escrito por Joaquim Fernandes Figueira, do XIII volume das publicações do Congresso do Mundo Português.
Cestos de Portugal
Andava pelo primeiro andar de um conhecido alfarrabista vimaranense à procura de revistas com figurinos de moda antigos, quando encontrei alguns exemplares do suplemento “Artefactos” que foi publicado com o jornal Expresso, no início dos anos 90.
Fazer agulhas de Cerda de Javali
Por altura da minha primeira visita, José Machado mostrou-me por alto uma técnica que achei interessante: fazer de raiz uma linha de cânhamo com duas pontas de cerda de javali, utilizada tradicionalmente para coser calçado ou outros artigos em pele.

