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Fingir e Dourar
Ontem foi dia de visitar o Sr.Luís Castro, que é restaurador, na sua oficina cá em Guimarães.
Já conhecia o Sr.Luís porque foi um dos artesãos cobertos no capítulo que escrevi para a Monografia da Casa dos Lobo Machado(actual edifício da Associação Comercial e Industrial de Guimarães).
Torcer o fio usando apenas o polegar
Ainda a propósito das várias técnicas que existem para torcer um fio, fica aqui um clip de um vídeo onde o Zé Machado explica como torce o fio sem ferramentas, usando apenas o polegar.
A dupla tosquia
Uma coisa que me tinha vindo a confundir até há pouco tempo era a dupla tosquia anual, como descrevi aqui.
O velo, para ser cortado e usado para lã tem de ter um comprimento mínimo, por isso ainda não tinha percebido como é que se tosquiavam duas vezes ovelhas como as bordaleiras, para obter a tal lã de S.Miguel.
Fiar a lã ludra com a D.Benta
Numa ida a Salto, com o propósito de visitar o Pisão de Tabuadela, onde foram apisoadas as últimas mantas de burel feitas pelas Mulheres de Bucos, tive a oportunidade de conhecer a D.Benta. À porta do seu café, falou-me da forma como fia a lã ludra, mostrou-me um truque que usa para manter a maçaroca bem firme no fuso e ensinou-me a torcer dois fios usando um fuso normal.
O Pisão de Tabuadela
Ontem foi a minha primeira visita ao Pisão de Tabuadela, e a um pisão propriamente dito.
Conheci o Sr.Francisco, ele próprio um pisoeiro e dono do pisão que herdou do seu pai, que me explicou o funcionamento da máquina e mais umas coisas que não sabia sobre a lã e o burel.
o rebanho da Casa da Lã
Na segunda-feira fomos conhecer um dos rebanhos de onde vem a lã com que trabalham as Mulheres de Bucos.
Por lá, quando falamos com quem trabalha a lã, esta é sempre distinguida em apenas dois tipos: a lã brava e a lã meirinha.
As mantas de burel da D.Ilídia
Antes de ir de férias e enquanto a Casa da Lã estava também encerrada até Setembro, dei um salto a Bucos para visitar a D.Ilídia em sua casa. Foi bom passar uma tarde sem pressas a falar sobre tudo, ela com vontade de me explicar e eu com ainda mais vontade de ouvir e fazer perguntas.
Funcionamento de um Pisão
Um desenho técnico e uma descrição exacta da mecânica e funcionamento de um pisão, pertencentes a um capítulo chamado “os pisões de Barroso”, escrito por Joaquim Fernandes Figueira, do XIII volume das publicações do Congresso do Mundo Português.
Cestos de Portugal
Andava pelo primeiro andar de um conhecido alfarrabista vimaranense à procura de revistas com figurinos de moda antigos, quando encontrei alguns exemplares do suplemento “Artefactos” que foi publicado com o jornal Expresso, no início dos anos 90.
Fazer agulhas de Cerda de Javali
Por altura da minha primeira visita, José Machado mostrou-me por alto uma técnica que achei interessante: fazer de raiz uma linha de cânhamo com duas pontas de cerda de javali, utilizada tradicionalmente para coser calçado ou outros artigos em pele.
Mulheres de Bucos
Na Casa da Lã de Bucos, a lã ainda é processada de forma artesanal, sendo o ciclo completamente controlado por um grupo de mulheres que, da ovelha até ao fio, transforma as fibras da lã para diversos fins.
O Ciclo da Seda
Embora não fosse o único sítio a produzir seda em Portugal em tempos passados, neste momento, Freixo de Espada à Cinta tem o único Centro de Artesanato que desenvolve o ciclo da seda integralmente.
A Seda de segunda categoria
A adicionar ao processo de produção da seda de primeira categoria, ainda há o da seda de segunda categoria - este é o tipo de seda que não implica a morte da borboleta.
Instituto Monsenhor Airosa
Fiar e Tecer são duas actividades que exercem sobre mim um fascínio fantástico. Repare-se que [ainda] não sei fazer nenhuma das duas, mas quando vejo a fibra a transformar-se em fio, seguida do fio em tecido não consigo deixar de pensar que têm uma aura mística qualquer que me deixa hipnotizada.
José Macha, Tamanqueiro
Para ser completamente honesta desde o início, nunca fui grande fã de socas, mas estas fizeram-me olhar duas vezes – já as tinha fotografado no ano passado. Acho que me chamaram a atenção porque têm um ar maciço quebrado pela decoração, e pela tira branca rematada com pregos, que parecem tão fortes como incertos.
Machado Handmade
A oficina de um artesão é sempre um lugar mágico. Claro que tudo se transforma exponencialmente quando o artesão em causa, além de possuir técnica, criatividade e carinho no trabalho que executa, é generoso ao ponto de abrir a sua oficina e passar algumas horas a falar dos pormenores que fazem com que o seu trabalho seja tão especial.
O linhal da Corredoura
No sábado passado fomos assistir ao Linhal, executado pelo Grupo Folclórico da Corredoura em S.Torcato (Guimarães).
Acontece todos os anos, no primeiro sábado de Julho pela tarde, sendo demonstradas todas as fases de transformação do linho, desde a colheita até à fiação.
Casa do Trabalho do Nordeste
Com o passar do tempo, a lã transformou-se na minha matéria prima favorita. Embora não a use em todo o seu espectro (não tricoto, por exemplo), aos poucos venho a descobrir-lhe as possibilidades, vantagens e muita beleza.

